A Cara da Carranca
Poesia: Sebastião Regino Avelino Filho
I A carranca carrancuda daquele homem da carroça, Arrancou espantos na ponta da carroça. Arrolada pela roda talhada, Aquela parecida mal - acabada. Agora, todos estavam espantados com aquele homem ele ostentava uma carranca com a dor de sua anca.
II O coitado acabou arrancando a carranca da carroça. O que acarretou a perda de sua roda. O que era arrolada, talhada! Agora é mal-acabada. O velho carroceiro não acreditou o que a carranca acarretou a ele.
III Agora a carranca tirada da carroça acabou arrancando sua roda! Alguns acreditavam que era mera superstição. A carranca enquanto acorrentada, na carroça, só a ornamentava. A história da carranca da carroça foi arrancada da barcaça.
IV O que a carranca da barcaça, tem a ver com a carranca da carroça?... Os negros diziam ser criadores da carranca ou seriam os ameríndios? O que a carranca tem de mistério, acarreta minha cara carrancuda. O que vou dizer agora!? Se a carranca está na carroça e não na barcaça?
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