Ato Final
Poesia: Glorinha Diniz
Ah que ânsia,
A inquietação do espírito,
Desejo Veemente,
Rouba de mim em lapso
O tempo real
E do tempo irreal
Não há respeito
Não há matemática
Chegar à loucura pela razão: ou não.
Age na castração
O meu tempo
E dele se revela
Nada vai ser como antes
Ao que vai nascer
Estrangula o ato dos imperfeitos
Estrangula tudo.
O vicioso ato se conclui e mata.
Antes de findar
Esse ato torna-se tangível
O ato segue o alvo
Nada como o tempo
Para o contratempo
Só somos porque mudamos.
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