SONILÓQUIOS
(Atibaia inaugura unidade da FEBEM/CASA)
Poesia: Gilberto Sant’Anna
A Febem agora humana e terna CASA,
Abriga cautelosa o menor infrator.
Quem rouba, fere, mata e perde a asa,
Provoca na sociedade intensa dor.
Culpam alguns a hedionda exclusão.
Outros a varrem pra debaixo do tapete,
Convocam os amigos donos do porrete,
Iniciando violenta e inútil repressão.
Os burgos reivindicam segurança.
Porém, negam ao povo a melhor escola
E fazem do fome zero atroz esmola.
Brasília paga a volátil poupança,
Globaliza toda a renda do mercado,
Desesperando o Brasil abandonado. |