Impressão
Poesia: Fábio Siqueira do Amaral
Cruzamos olhares...
Trocamos sorrisos...
As mãos se abraçaram
e dos verbos alegres
na alma gerei
venial impressão...
Qual vergel de verbenas,
sob o rocio da aurora,
beijado pela aura,
refloresceu
minha árida senda.
É impressão amorfa
de um amperímetro louco,
ou raio incidente no interstício
de minha forte redoma
que me atingiu de pronto?!
O aroma se eleva
em preces ardentes
aos deuses gregos da chama...
Minha voz ressoa tímida
rogando-lhes a metamorfose
da impressão ligeira
no mais infinito sonho...
No interlúdio
de um ósculo,
sem receios,
interferências
ou inseguranças,
direi:
- Eu amo você...
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