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Aprenda aqui a fazer você também a sua trova !!!
DEFINIÇÃO DE TROVA
A Trova é uma composição poética, ou seja, uma poesia que deve obedecer as seguintes
características:1- Ser uma quadra. Ter quatro versos. Em poesia cada linha é denominada
verso.2- Cada verso deve ter sete sílabas poéticas. Cada verso deve ser setessilábico. As sílabas
são contadas pelo som.3- Ter sentido completo e independente. O autor da Trova deve colocar
nos quatro versos toda a sua idéia. A Trova difere dos versos da Literatura de Cordel, onde em
quadra ou sextilhas, o autor conta uma história que no final soma mais de cem versos ou seja,
linhas. A Trova possui apenas 4 versos, ou seja, 4 linhas.4- Ter rima. A rima poderá ser do
primeiro verso com o terceiro e o segundo com o quarto, no esquema ABAB, ou ainda,
somente do segundo com o quarto, no esquema ABCB. Existem Trovas também nos esquemas
de rimas ABBA e AABB. Segundo o escritor Jorge Amado: "Não pode haver criação literária
mais popular e que mais fale diretamente ao coração do povo do que a Trova. É através dela
que o povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a Trova e o Trovador são imortais".
Todo Trovador é poeta mas nem todo poeta é trovador.
EXEMPLO DE TROVA:
Nesta casa tão singela
onde mora um Trovador
é a mulher que manda nela
porém nos dois manda o amor.(Clério José Borges)
UM POUCO SOBRE A MÉTRICA
Métrica é a arte que ensina os elementos necessários à feitura de versos medidos. A métrica é
obtida pela contagem das sílabas e o ritmo pelas cesuras. Você sabe metrificar e ritmar ? Uma
regra A última sílaba que se conta é a tônica da última palavra. Ex.- 7 Sílabas:
Eu-vi-mi-nha-mãe-re-zan-do
Aos-pés-da-Vir-gem-Ma-ri-a
E-ra u-ma-San-ta-es-cu-tan-do
O-que ou-tra-San-ta-di-zi-a
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OUTRA REGRA
Quando uma palavra termina por vogal átona e a seguinte começa por vogal ou ditongo, contase
uma sílaba só. Diz-se que há embebimento de uma sílaba na outra. Ex.: Ou vin do a fa la ao
ven to. São 6 sílabas.
MAIS UMA REGRA
Para atender à métrica, hiatos podem transformar-se em ditongos (Sinérese) e ditongos
transformar-se em hiatos (Diérese) Ex Su-a-ve por Sua-ve (3 viram 2)
Sau-da-de por Sa-u-da-de (3 viram 4)
CESURAS
Não esqueça que o que dá ritmo à poesia são as cesuras. São as sílabas tônicas que devem
existir obrigatoriamente no interior dos versos, quando tenham mais de sete sílabas. Nos
decassílabos Sáficos - 4ª - 8ª - 10ª - Ex.:
Ia Bar-sa-nul-fo pe-lo ver-de pra-do
FONTE: Terra da Poesia www.terradapoesia.cjb.net
© Todos Direitos Reservados
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CATEGORIAS DE TROVAS
As, trovas podem ser: LÍRICAS (falam de amor, de saudade), FILO-SÓFICAS (encerram um
ensinamento), HUMORÍSTICAS e DESCRITIVAS (descrevem algo). Exemplos:
LÍRICA (José Valdez de C. Moura)
Pelos mares de saudade
o meu ser, vagando ao léu,
só deseja a liberdade
das andorinhas do céu:
FILOSÓFICA (Altair Fernandes Carvalho)
Cultivar ressentimento!
Atividade infeliz...
É querer que o ferimento
dure mais que a cicatriz!
HUMORÍSTICA (João Paulo Ouverney)
Na vida, irônico jogo
que um bravo bombeiro arrasa
é não apagar o "fogo"
da mulher que tem em casa...
DESCRITIVA (José Ouverney)
Tendo o céu como moldura
e a noite como cortina,
a Mantiqueira é pintura
que Deus, com orgulho, assina!
MÉTRICA E RIMA
Como vimos, uma trova é composta de 4 versos setissilábicos, rimando 1ª c/ 3º , 2° c/
4º, e tendo um sentido completo. Cada verso, portanto, deve ter 7 sílabas, isto em contagem de
técnica poética e não simplesmente gramatical. A contagem de sílabas em métrica de poesia é
feita do mesmo modo como se conta gramaticalmente, a não ser quando há elisões de vogais ou
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g , q g
de sílabas que se fundem ao serem pronunciadas. Outro detalhe importante: só se conta até a
última sílaba tônica de cada verso. Vamos exemplificar: o verso Na sala deserta, a lâmpada,
considerado gramaticalmente, tem dez sílabas:
1 | 2|3 | 4| 5|6 | 7 | 8| 9|10
Na | sa|la | de|ser|ta, | a | 1âm|pa|da
Mas, em métrica poética, tem apenas 7 sílabas, sendo, portanto, um verso de trova:
1 | 2|3 | 4| 5|6 | 7|
Na | sa|la | de|ser|ta, a | lâm|pada
Isto porque houve a elisão da última sílaba da palavra deserta com o artigo a que lhe segue. E
como a última tônica do verso é a sílaba inicial da palavra lâmpada, a contagem aí termina. Se
em vez de lâmpada a palavra final fosse café, por exemplo, a contagem prosseguiria até a sílaba
fé, que é a sílaba tônica final. Não pretendemos elaborar aqui um tratado de metrificação.
Todavia, faremos algumas anotações despretensiosas, fruto das nossas observações e
experiência trovadoresca, procurando usar uma linguagem simples, que seja acessível à
compreensão de qualquer pessoa. Em primeiro lugar, lembramos que a métrica e as rimas
seguem a lógica dos sons e não da grafia. Quando declamamos um verso, cada vez que abrimos
a boca para emitir um som é quase certo que estaremos pronunciando uma sílaba em métrica
de poesia. Se pronunciamos, de uma só vez, duas ou três sílabas gramaticais, fundindo‑as no
mesmo som, em técnica poética contar‑se‑á apenas uma sílaba. Ora, isto acarreta uma certa
dificuldade, suscitando dúvidas em determinados casos, devido às diferenças de sotaque e de
pronúncia entre os habitantes das diferentes regiões de nosso país. Tentemos esclarecer alguns
pormenores da métrica do verso:
1) Quando duas vogais não tônicas – sejam isoladas ou integrando palavras – se defrontam,
faz‑se obrigatoriamente a elisão. Exemplo: no verso
1 | 2 |3 | 4 | 5 | 6|7 |
Des|de o |di|a em | que | Do|lo|res
Notar as elisões na 2ª e na 4ª sílaba.
2) Quando, de duas vogais que se defrontam, apenas uma é tônica, recomenda‑se fazer a
elisão, embora, em casos excepcionais, pelo ritmo do verso, alguns trovadores prefiram separar
as sílabas, como vemos aqui:
1 | 2| 3| 4 | 5 | 6 | 7
O | co|ra|ção | mor|re an|tes
O mesmo se aplica com referência às palavras começadas com H mudo, quando precedidas de
vogal. Recomenda‑se a elisão, que é feita pela grande maioria dos trovadores brasileiros,
embora alguns autores eventualmente não a tenham observado, sem que se possa
dogmaticamente afirmar que estão errados. Eis um exemplo onde não se fez a elisão:
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6| 7|
Quan|do | Deus | cri|ou | o| ho| mem
O mesmo sistema segue o poeta português Mário Graça (residente em Nova Lisboa, Angola),
no 3º verso desta sua bela trova:
Para mim a maior luta,
a que toma maior grandeza,
é a que o homem disputa
contra a sua natureza.
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Aliás, pelo que pudemos observar, os portugueses aceitam mais o verso frouxo do que os
brasileiros, sendo por isso menos freqüentes as elisões em suas poesias.
3) Quando duas vogais tônicas se defrontam – isoladas ou integrando palavras – não se pode
fazer a elisão, sendo obrigatória a separação das sílabas. Servem de exemplo as sílabas 3 e 4
deste verso:
1 |2 | 3 |4 |5 |6 |7
A |Da|dá |é |mui|to |da|da
Mesmo assim há casos em que a elisão é feita, sem que haja um atentado grave contra o ritmo
da trova, como vemos nas duas tônicas iniciais do seguinte verso:
1 | 2 | 3| 4 | 5 | 6 |7 |
É u|ma |co|rren|te | pe|sa|da
Donde concluímos que, em questões de métrica – dentro de um certo limite, é claro – mais vale
um bom ouvido, capaz de "discernir" acertadamente, do que meia hora de argumentação
teórica. Pela mesma razão, um pouco de tolerância, ou mesmo de humildade, não faz mal a
ninguém.
Mais alguns detalhes:
A grande maioria dos trovadores costumam separar, isto é, não fazer elisão, nos casos em que
aparecem, num verso, os termos "com o", "com a", "com os", "com as" etc. Outros, porém,
fazem a elisão, sem que se possa considerar erro de fato. É recomendável, porém, seguir a
maioria, para evitar dúvidas.
As palavras lua, sua, nua, fio, rio e outras desse tipo devem ser consideradas, na métrica de
trova, como tendo duas sílabas: lu‑a, su‑a, fi‑o, etc. Alguns trovadores, principalmente no Sul
do país, contam‑nas como uma sílaba apenas, o que decididamente é um erro, pelo menos a
nosso ver.
Outro erro é contar como sílaba, na métrica, as consoantes mudas, erro este que, ao
contrário do anterior, é mais comum acontecer no Norte e Nordeste, devido à pronúncia
regional, que é clara e espaçada. Exemplo: nas palavras advogado, adversário, advento,
atmosfera, o nortista geralmente pronuncia a consoante muda como se fosse uma sílaba:
adevogado, adiversário, adivento, atimosfera etc. Daí a contá-la como sílaba, na métrica da
trova, é um passo, o que, sem dúvida, é um erro. A contagem certa é a que se pode verificar
neste verso:
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7
Co|nhe|ci |um |ad |vo |ga |do
Outro caso: quando existe uma consoante nasalada separando duas vogais, não se faz a elisão.
Neste verso - Os homens dormem e sonham - a sílaba final da palavra dormem não pode ser
fundida vocalmente à conjunção e que lhe segue, porquanto, entre as duas, existe a consoante
m . A contagem correta da métrica do verso é a seguinte:
Os |ho|mens |dor|mem |e |so|nham
Há algumas palavras que, em métrica, podem ser contadas de dois modos, ambos corretos. É o
caso das palavras criança, egoísta, oriundo, poeta, destruir e outras que podem ser metrificadas
assim:
1 |2|3 1 |2 |3 1|2 |3 |4 1|2 |3 |4
ci|ú|me cri|an|ça e|go|is|ta o|ri|un|do
ou desta forma:
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1 | 2 1 |2 1| 2 |3 1| 2 |3
ciú|me crian|ça e|gois|ta o|riun|do
A maioria dos trovadores prefere a primeira hipótese; Quando uma destas palavras (ou qualquer
outra) figurar no fim de um verso, é claro que prevalece a métrica do verso inteiro, isto é, só
até a sílaba tônica da última palavra do verso. Exemplo:
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7
É |sem|pre |tris|te |ter |ciú|me
A palavra poesia se conta assim: poe-si-a; já a temos visto, porém, raramente, com esta
divisão poética: po-e-si-a, o que nos parece um exagero evidente.
Algumas vezes, principalmente em poesias portuguesas, temos visto o uso do apóstrofo,
suprimindo uma sílaba. A palavra esperança, por exemplo, que tem 4 sílabas, é escrita assim:
esp´rança, com 3 sílabas. É verdade que a pronúncia portuguesa favorece esta grafia, mas de
qualquer modo isto nos parece esteticamente uma violentação gráfica da palavra. Em nossa
opinião, jamais se pode usar o apóstrofo como recurso poético. Aliás, expressões como minha
alma não devem figurar num verso com esta grafia: minh´alma ou, pior ainda, minhalma. A
elisão é feita naturalmente, sem esdrúxulas alterações ortográficas. O exemplo é válido para as
expressões similares.
Examinemos agora algumas particularidades da rima. Em nossa opinião, rima é som e
não grafia. Costuma-se apregoar palavra Mãe não tem rima. É uma tirada muito sentimental
que não corresponde à realidade. A palavra acompanhe (do acompanhar) rima com mãe,
embora não seja o que se chamar uma rima ideal. Os portugueses de há muito rimam com
também, já que pronunciam esta última palavra com seguinte fonética: tambãi. No Brasil esta
rima não é válida. Aceitamos as rimas de iu com il e éu com el, embora não sejam perfeitas.
Exemplos: sorriu com servil, céu com mel, etc. Da mesma forma também são válidas as rimas
de cruz, luz, conduz, com azuis, possuis, etc. Por outro lado, embora raramente (em Portugal é
mais freqüente), há quem rime a pronúncia aberta com a pronúncia fechada: Céus com Deus,
herói com foi, melhores com amores e assim por diante, levando mais em conta a rima-grafia
do que a rima-sonância Não adotamos nem aconselhamos estas rimas, que aliás também não
são aceitas pela grande maioria dos trovadores brasileiros. Todavia não vamos ao extremo de
considerar terminantemente errados aqueles que as utiliza
A UBT PINDAMONHANGABA
Em Pindamonhangaba existe a seção municipal da União Brasileira de Trovadores
(UBT), responsável pela realização do Concurso Nacional de Trovas (em conjunto com a
Biblioteca Pública Municipal Vereador Rômulo Campos D´Arace) e pelo Projeto “Juventrova”
visando divulgar a modalidade poética e revelar novos talentos. Os interessados em informações
sobre concursos, resultados ou outros detalhes podem ligar para (12) 3642-9678 (João Paulo)
ou (12) 3642-7735, que estarão à disposição.
Site www.falandodetrova.com.br , de José Ouverney, contém tudo sobre a trova, concursos em abertos e
resultados, trovas de autores famosos, etc.
CONTATOS
João Paulo Ouverney
Tel: (12) 3642-9678.
E-mail: joão.ouverney@terra.com.br ou
joao-paulo42@hotmail.com
José Valdez de Castro Moura
Tel: (12) 3642-3724
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COMO FAZER TROVAS
Finalidade Didático/Metodológica
http://movimentodasartes.com.br/trovador/pop/pop_01.htm
Nilton Manoel - Trovador
UBT - União Brasileira de Trovadores
e-mail: ubt.niltonmanoel@ig.com.br
Decálogo de Metrificação
(autoria de Luiz Otávio, editado em Ribeirão Preto)
DECÁLOGO DE METRIFICAÇÃO
1) - As sílabas são contadas até a última tônica do verso.
2) - As pontuações não impedem as junções de sílabas.
3) - Não se deve fazer o aumento de uma sílaba métrica nos encontros consonantais disjuntos,
(ou seja: não usar "suarabacti").
4) - Uma vogal fraca faz junção com a vogal fraca ou forte inicial da palavra seguinte.
§ único - Aceitam-se exceções a esta regra no sentido de evitar a formação de sons duros e
desagradáveis. Exemplo: "cuja ventura/única consiste".
5) - Uma vogal forte, pode ou não, fazer junção com vogal fraca da palavra seguinte, no
entanto jamais deve fazê-la com vogal forte.
§ único - Nos casos em que se prefira a junção "forte + fraca", deve-se ter sempre o cuidado de
evitar sons desagradáveis ("mais que tu/ardo") ou formar novas palavras ("via ao invés de "vi
a...").
6) - Pode haver a junção de três vogais numa sílaba métrica.
§ 1º - Não deve haver mais de uma vogal forte.
§ 2º - No caso em que a vogal forte não esteja colocada entre as vogais fracas e sim em 1* e 3*
lugar, para que seja correta a junção, as duas vogais fracas devem juntar-se por crase ou por
elisão, e não por sinalefa (ditongação).
Assim, estará certo:
"é a ambição que nos prende e nos maltrata", e não se pode unir as três vogais de "e a / intima
palavra derradeira".
§ 3º - Deve ser usada com cuidado a junção de mais três vogais, embora haja casos corretos de
quatro e até de cinco vogais.
7) - Os ditongos aceitam as pré-junções com vogais fracas ("E eu"). As post-junções são aceitas
somente nos ditongos crescentes (encontros instáveis) ("a distância infinita") e são repelidas nos
ditongos decrescentes. ("Eu sou/a que no mundo anda perdida").
§ único - Há casos de uso facultativo de pré-junção de vogais forte aos ditongos, quando essas
vogais são as mesmas dos iniciais dos ditongos e não forem as tônicas das palavras.
(Aceita-se: "Será auspiciosa" e será inaceitável: "Terá/auto nos pontos".
8) - Nos encontros vocálicos ascendentes (formados por vogais os semivogais átonas seguidas
de vogais ou semi-vogais tônicas), a sinerese é de uso facultativo. ("ci-ú- me" ou "ciú-me",
etc.).
§ único - Há neste grupo, excepcionalmente, encontros vocálicos que não aceitam a sinérese.
Geralmente, são formados pela vogal "a" seguida das vogais "a", ou "e" ou "o" (como em:
Sa/ara, a/éreo, a/orta, etc.) ou, alguns casos, do mesma vogal "a" seguida das semi-vogais "i" ou
"u" tônicas, como em: "Para/íso, "ba/ú", etc.
áli d d (f d i i i ô i id
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9) - Nos encontros vocálicos descendentes (formados por vogais ou semivogais tônicas seguidas
de vogais ou semi-vogais átonas) não se aceita a sinérese ("tua", "lua", "frio", "rio" etc., sim,
"tu/a", "su/a","fri/o", "ri/o", etc.
§ único - Em algumas regiões do Brasil é usada a sinérese nestes encontros vocálicos, com
base na fonética local. No entanto, não será aceita na Metrificação, em benefício da
uniformidade, uma vez que na maioria dos Estados é feita a separação dessas vogais.
10) - 0 uso da aférese ("inda", etc), síncope ("pra", etc), apócopes ("mui", e de ectilípse ("com
a", "o", "as", 'os") é facultativo.
§ 1º - A junção de "com" mais palavras iniciadas com vogais átonas é correta mas pouco usado.
Acompanhando a maioria dos poetas, sempre que possível, deve ser evitada. ("com amor") etc.
§ 2º - A junção de "com" mais palavras iniciadas com vogais tônicas não
será aceita. ("com esta" etc.).
§ 3º - A junção de fonemas anasalados "am", "im", etc., com vogais átonas ou tônicas não será
aceita. ("formaram" / idéias", "cantaram / hinos" etc.).
§ 4º - E preciso cuidado com o uso de aféreses, síncopes e apócopes que, por estarem em
desuso ou por formarem, geralmente, sons desagradáveis, irão ferir a sensibilidade e os ouvidos
dos leitores e dos ouvintes.
GLOSSÁRIO -
Por ordem alfabética,
para melhor compreensão do Decálogo de Metrificação.
Aférese - supressão de sílabas ou fonema inicial ("/inda").
Apócope - supressão de sílaba ou fonema final ("mui"//").
Crase - fusão de duas vogais numa só ("a alma"; "e este" etc.).
Diérese - transformação de um ditongo num hiato ("sa/u-da-de").
Ditongo - fusão de uma vogal + semivogal, ou vice-versa; na mesma sílaba. ("sai", " falei",
"Niterói", etc.).
Ditongo crescente - semivogal + vogal (pátria, gênio, diabo, etc.).
Ditongo decrescente - vogal + semivogal (pão,meu, dourado, etc.).
ctipe - supressão de um fonema nasal final para possibilitar a crase ou ditongação (sinérese)
com a vogal inicial da palavra seguinte. ("com o", "com amor", etc.).
Elisão - supressão da vogal átona no final de uma palavra. ("Ela estava" = "Elistava").
Encontros consonantais - duas consoantes unidas:
a. inseparáveis - ("bl" - bloco; "fl" - "flor", etc) ou "grupos consonantais",
b. separáveis - ("gn" - ignóbil; "bs" -Observar) ou "encontros consonantais disjuntos".
Hiato - uma sílaba terminada, por vogal-base seguida de outra iniciada também por vogal-base.
("re/eleger", ca/olho, a/éreo, etc.) (Rocha Lima); é o encontro de duas vogais pronunciadas em
dois impulsos distintos, formando sílabas diferentes. (sa/ara, podi/a, sa/úde, etc.) (Cegalla).
Encontros vocálicos ascendentes - designação de Luiz Otávio - é o encontro de duas vogais ou
semivogais, pronunciadas separadamente, sendo a primeira fraca e a segunda forte. (ci/ú-me,
vi/o-la, po/e-ta, cru- el-da-de, etc.).
Encontros vocálicos descendentes - designação de Luiz Otávio - é o encontro de duas vogais ou
semivogais, pronunciadas separadamente,
Junção a primeira forte e segunda fraca. ("di/a", "tu/a", "ri/o" , etc.).
Junção - designação de Luiz Otávio - no sentido generalizado para traduzir a união de sílabas
métricas, Abrange pois, os diferentes processos de diminuição de sílabas poéticas. (comumente
e erradamente empregada pela maioria dos poetas como elisão).
Ver no Glossário os vários processos ou métodos para diminuir as sílabas métricas ou
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Ver no Glossário, os vários processos ou métodos para diminuir as sílabas métricas ou
processos de fazer a junção de sílabas: crase, elisão, sinalefa, sinérese, alferese, síncope,
apócope e ectipse.
Postjunção - designação de Luiz Otávio - junção posterior a uma sílaba ou palavra.
Prejunção - designação de Luiz Otávio - junção anterior a uma sílaba ou palavra.
Semivogais - são os fonemas "i" e "u", quando ao lado de uma vogal formam uma sílaba com
elo. (Assim em: "pai", "mau", o "i" e o 'u" funcionam com valor de consoante, em "lu-ta", vida",
funcionam com função de vogal).
Sílaba ou métrica ou poética - são sílabas nos versos, (contagem diferente das sílabas
gramaticais).
Sinalefa - fusão ou junção de vogais ou semivogais, entre duas palavras, formando ditongo
(Este amor" = "Estiamor").
Síncope - supressão de fonema ou sílaba no meio da palavra ("p/ra").
Sinérese - transformação de um hiato em ditongo, na mesma palavra. ("ci-úme" em ciú-me".
Suarabacti - "aumento de uma sílaba métrica, pela pronúncia das vogais de apoio, nos
encontros consonantais disjuntos". (Luiz Otávio) "i-gui-no-rar".
Tônica - sílaba forte, acentuada.
Vogais - "Fonemas sonoros, que se produzem pelo livre escapamento do ar pela boca e se
distinguem entre si por seu timbre característico", (Rocha Lima).
Vogal forte ou fraca - a vogal átona ou acentuada (tônica) da palavra ou verso.
TROVAS DEMONSTRATIVAS DA APLICAÇÃO DAS DEZ REGRAS DA
METRIFICAÇÃO
Estas trovas foram feitas para demonstrar os diferentes casos de aplicações das dez regras da
metrificação. Têm, pois, finalidade didática. Devemos observar em cada uma, pela numeração,
aplicação correspondente. O conteúdo não tem relação com as regras, mas tão somente com as
formas das trovas.
O fundo está relacionado com as mensagens generalizadas sobre os estudos de Metrificação.
Portanto, julguem-nas como utilidade didática e como curiosidade, e não corno valor artístico.
(Luiz Otávio - Santos - SP., 26/03/1974).
1ª regra - última tônica
Poderá a força elétrica
de um sábio computador
ensinar contagem métrica
mas não faz um trovador...
2ª regra - pontuação
Pensa em calma! Evita errar,
Injusto é se nos reprovas,
Pois não queremos mudar
o modo de fazer trovas
3ª regra - encontros consonantal
Você pode acreditar
ter a pura convicção
que a ninguém vou obrigar
a ter a minha opinião...
4ª regra - vogal fraca + fraca
Podes crer és muito injusto
e estás longe da verdade:
pois na trova a todo custo
defendo a espontaneidade...
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p
5ª regra - vogal forte + fraca
É uma história bem correta
em tudo o ensino é preciso,
no entanto, só poeta
quer ser gênio de improviso...
6ª regra - junção de três vogais
Esta é uma regra indiscreta,
convenções, mal amparadas,
induzem muito poeta
a convicções enraizados.
7ª regra - ditongos
Para medir nossos versos,
se o ouvido fosse o juiz,
em nossos metros diversos
ninguém poria o nariz...
8ª regra - encontros vocálicos ascendentes
Na trova, soneto ou poema,
em toda parte do mundo
se a Forma é o seu dilema
sua alma é sempre o fundo!
9ª regra - encontros vocálicos descendentes
As dúvidas são pequenas
não sejas tão pessimista,
dá-me a tua ajuda, apenas,
e será bela a conquista
10ª regra - licenças: aféreses, síncopes, apócopes, ectlipses.
É mui// feio crificar(apócope)
/inda que seja um direito (aférese)
pra ser justo, aulas vem dar (síncope)
com o teu plano sem defeito... (ectlípse
Frase mnemônica para decorar as dez regras de metrificação:
"Tendo paciência e Estudo você versejará tecnicamente direito encontrando estética e lirismo."
(T = tônica; p = pontuação; e = encontros consonantais; v = vogal fraca; v = vogal forte; t =
três vogais; d = ditongos; e = encontros vocálicos ascendentes; e = encontros vocálicos
descendentes; l = licenças poéticas).
Luiz Otávio
FONTE: VALE A PENA DIVULGAR ESTA PESQUISA:
http://movimentodasartes.com.br/trovador/pop/pop_01.htm
APOIO: com FINALIDADE DIDÁTICA:
CLUBE BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUESA
www.recantodasletras.com.br/autores/silviaraujomotta
www.silviaraujomotta.virtualismo.com.br
silumotta@hotmail.com
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SARAU DO MANOLO
Sábado, 26 de Novembro · 18:30 - 22:00
O Sarau do Manolo de novembro vem com uma grande novidade. Pela primeira vez o evento será realizado ao ar livre

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